NOTA DE REPÚDIO À NOMEAÇÃO DA DEPUTADA CRISTIANE BRASIL COMO MINISTRA DO TRABALHO

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) repudia veementemente a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB/RJ), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, para o cargo de Ministra do Trabalho. Não aceitamos o governo golpista do Sr. Presidente Michel Temer e sua política de retiradas de direitos trabalhistas.

Ao nomear a Deputada Cristina Brasil, o governo golpista desdenha e demonstra, mais uma vez, todo o seu descaso com os direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros que constituem a força motriz e contribuem mensalmente para o crescimento da economia nacional.

A deputada Cristiane Brasil foi condenada, em 2016, a pagar uma dívida trabalhista de R$ 60,4 mil pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1) ao motorista Fernando Fernandes Dias, que prestava serviços para a deputada e sua família e exercia jornada de até 15h de trabalho por dia e sem carteira assinada. Não bastasse essa condenação, 2017, a deputada respondeu a novo processo trabalhista movido pelo também motorista Leonardo Eugêncio de Almeida Moreira e, após conciliação, teve que pagar indenização de R$ 14 mil e assinar a carteira de trabalho. Segundo a reportagem do Jornal G1, as parcelas do acordo estão sendo quitadas mediante transferência bancária da conta de uma assessora de gabinete da Deputada.

A prática constante da deputada Cristina Brasil de desrespeitar a legislação trabalhista que somente em 2015 garantiu os direitos as mais de seis milhões de trabalhadoras domésticas, ao seu voto favorável à (de)reforma trabalhista e à lei da terceirização, a impedem de exercer qualquer função pública que tenha o propósito de promover o trabalho descente para as brasileiras e brasileiros.

A Fenatrad repudia também a nomeação de Nelson Nahin (PSD-RJ) para ocupar a vaga de Deputado Federal, caso a deputada Cristiane Brasil seja empossada como Ministra, tendo em vista que tal político foi preso sob a acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos de Goytacazes (RJ).

 

Brasília, 08 de janeiro de 2018